Onde realizar exame de polissonografia na Zona Leste de São Paulo?

Se você está lendo esse texto é porque, assim como milhares de pacientes, busca um agendamento mais ágil para seu exame de polissonografia – o “padrão-ouro” para que seu médico analise seu sono e possa iniciar seu tratamento e acompanhamento de forma adequada.

Apesar de São Paulo ser essa megalópole, infelizmente dispomos de poucos serviços que executam o exame de polissonografia, em especial na Zona Leste da cidade (mesmo essa sendo área em que residem 1/3 dos paulistanos – mais de 3 milhões de pessoas!), obrigando aqueles que necessitam do exame a deslocar-se quilômetros e quilômetros para as Zonas Sul ou Oeste.

Visando facilitar o acesso dessa população ao referido exame, o NASA Laboratório e Medicina Diagnóstica, localizado no bairro do Tatuapé, disponibiliza um Serviço de Medicina do Sono que oferece a realização de polissonografia, em suas diversas modalidades, todos os dias da semana, no período noturno.

São atendidos diversos convênios (além de particulares), destacando-se:

  • Itau
  • Allianz
  • Sompo (Marítima)
  • Porto Seguro Saúde
  • Portomed
  • Unimed Fesp
  • Central Nacional Unimed
  • Unimed Seguros
  • Economus
  • Sepaco
  • São Cristóvão
  • Plena Saúde
  • Bardella
  • São Miguel Saúde
  • Garantia
  • Next Saúde
  • Blue Med
  • Med Tour
  • Advance
  • …dentre outros (verifique junto ao laboratório!)

Seguem abaixo contatos para agendamentos e maiores informações:

NASA Laboratório e Medicina Diagnóstica: Praça Pádua Dias, 30 – Tatuapé – SP/SP – fone: (11) 2090-0500 – site: http://www.nasalab.com.br

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26/05/2017 at 11:31

Faixas (ou Cintas) Anti-Ronco Funcionam?

A moda está, sim, presente inclusive quando o assunto é saúde, ainda mais quando se trata de um tema controverso e de tratamento delicado, como é o caso do ronco.

Há séculos que o ronco é visto como um problema social porém, somente nas últimas décadas, também como um problema de saúde. Por se tratar de condição multifatorial (influenciada por peso, idade, sexo, herança genética, perfil hormonal, alterações de estrutura óssea maxilo-facial e formato das vias aéreas superiores, uso de medicações no período noturno, dentre inúmeros outros), o ronco é de fato um desafio quando se fala em tratamento (ou pior, cura), inclusive para especialistas na área.

Apesar de diversos avanços sobre o tema, a Medicina ainda não encontrou a “pílula mágica” para a cura universal do ronco e da apneia do sono. Enquanto isso, a indústria tenta vender essa solução aos inúmeros portadores dessa condição que, por muitas vezes não contarem com uma avaliação médica especializada, se valem de produtos promissores, caros e de eficácia absolutamente duvidosa.

Nessa onda de “soluções rápidas e fáceis” para o ronco tivemos nos últimos anos uma enxurrada no mercado (nacional e internacional) de produtos que vão desde adesivos nasais, passando por placas bucais e pulseiras magnéticas e chegando a travesseiros e colchões anti-ronco, TODOS sem qualquer eficácia e segurança cientificamente comprovada e de forma duradoura sobre os distúrbios respiratórios do sono (ronco e apneia do sono).

A novidade das últimas semanas são as faixas (ou cintas) anti-ronco, que consistem em faixas de tecido ou material relativamente confortável e flexível (como o neoprene) que passam sob o queixo do indivíduo, sendo fixadas por velcro no alto da cabeça e/ou na nuca, fazendo assim uma pressão para cima na mandíbula, “forçando” um fechamento da boca durante seu uso. São inúmeras marcas, cores e modelos disponíveis nos mais diversos sites e lojas físicas espalhados pelo país, com valores que variam de R$ 40,00 a R$ 100,00.

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Ressalto que a idéia desse produto, à primeira vista, de fato soa interessante, em especial ao leigo que muitas vezes observa que seu(sua) parceiro(a) de cama ronca com a boca aberta, sendo raciocínio lógico que, ao fechar a boca, o ronco automaticamente cessaria. Perfeito, se não fosse MUITO mais complexo que isso…

Infelizmente, como já acima citado, o ronco e a apneia do sono são condições multifatoriais que, quando presentes, não são devidas a somente um único fator isolado, mas sim a um conjunto de fatores que se somam e se potencializam para causar a manifestação clínica do ruído que incomoda a todos nós. A respiração oral (muitas vezes secundária a uma respiração nasal insuficiente) pode sim ser uma das causas do ronco, mas não a única causa, o que não é considerado no projeto e nem alertado na publicidade de um produto como esses.

Além disso, não se trata respiração oral forçando-se o fechamento da boca com uma cinta elástica. Deve-se investigar o motivo dessa respiração oral e tratá-la adequadamente, o que pode ser feito desde com tratamentos medicamentosos nasais a cirurgias nasais ou maxilo-faciais. Ou seja: o buraco é MUITO mais embaixo do que a indústria vende.

Outro ponto importante: um leigo não possui discernimento suficiente para determinar, por conta própria e sem uma avaliação médica especializada, se é somente portador de ronco ou se é portador de ronco com apneia do sono, esta última condição podendo ser potencialmente agravada com o uso isolado de uma faixa (ou cinta) anti-ronco.

Vale também ressaltar que essas faixas de neoprene não são idéia nova e possuem aplicação em Medicina do Sono, apenas em casos específicos e selecionados, principalmente nos usuários de CPAP que mantém respiração oral e/ou escape de ar pela boca ao uso do aparelho (quer saber mais sobre CPAPs? Leia artigo específico nessa seção do site!), porém jamais são indicadas de forma indiscriminada e aleatória a qualquer indivíduo roncador, sem uma prévia avaliação adequada do paciente por meio de anamnese, exame clínico minuncioso e polissonografia (quer também saber mais sobre polissonografia? Leia artigo específico nessa seção do site!).

Por fim, fica aqui a sugestão do especialista: JAMAIS ADQUIRA UMA FAIXA (CINTA) ANTI-RONCO SEM ANTES CONSULTAR UM MÉDICO ESPECIALISTA NA ÁREA! Você pode estar, sem saber, piorando sua condição de sono mascarando-a por um silêncio gerado pelo fechamento forçado da boca! E essa sugestão se estende a TODOS os produtos vendidos como “promessas de cura” para ronco e apneia do sono disponíveis no mercado!

Sono é coisa séria! Trate-o dessa forma!

Dr. Murilo Lima

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16/08/2016 at 10:55

Airing: a era dos micro-CPAPs está chegando!

Muito comentado nos últimos meses pela comunidade médica internacional, em especial pelos especialistas em Medicina do Sono do mundo todo, o Airing é um audacioso e revolucionário projeto de “micro-CPAP” iniciado em meados de 2014 e que provavelmente estará disponível ao público (a princípio aos norte-americanos, e depois para o restante do globo) por volta de Julho de 2017.

airring

O Airing é um projeto (ou seja, o aparelho real ainda não existe!) que está sendo financiado via crowdfunding (ou “financiamento colaborativo”), que é uma modalidade de investimento em que várias pessoas podem investir pequenas quantias de dinheiro, via internet, para dar vida a novas empresas, idéias ou projetos.

Valendo-se disso, a Fundairing (http://www.fundairing.com/) levantou mais de U$D 1.200.000,00 até o momento, totalizando 896% do inicialmente requisitado para que o projeto do micro-CPAP caminhasse – reflexo da enorme quantidade de pessoas que buscam opções  de tratamento mais acessíveis e confortáveis para o ronco e/ou apneia do sono.

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Abaixo, seguem algumas dúvidas frequentes sobre o Airing (adaptadas do original – em inglês – disponíveis no https://www.indiegogo.com/projects/airing-the-first-hoseless-maskless-micro-cpap#/):

1) Quanto custará o Airing? 

Valor inicial de U$D 3,00 por unidade (lembrando que o aparelho é “descartável”, devendo ser utilizado um novo dispositivo a cada noite de sono).

2) O Airing é confortável e adaptará ao meu nariz?

Segundo os testes realizados, as interfaces utilizadas nas avaliações domiciliares permitiram uma respiração normal e direcionaram os desenvolvedores na simulação do peso e tamanho do dispositivo final. Suas especificações serão:

  • peso: cerca de 25g (impressionantemente leve!)
  • dimensões: 1,5cm x 3,8cm x 5,1cm
  • autonomia: aproximadamente 8h (a princípio suficientes para uma noite de sono “convencional”)

3) O Airing gerará a mesma pressão de um CPAP tradicional?

Segundo os desenvolvedores, sim! Ele será capaz de gerar pressões de 1 a 20 cmH2O, assim como um CPAP tradicional, mesmo com suas dimensões extremamente reduzidas.

4) O Airing necessitará de umidificação adicional?

O aparelho foi projetado para não necessitar de umidificação adicional, deixando o nariz a cargo dessa função (que é própria dele!).

5) Como será a adaptação dos respiradores bucais ao Airing?

Segundo os desenvolvedores, pelo fato do aparelho estimular uma respiração nasal noturna “normal”, a boca naturalmente se fechará durante o sono.

download

Agora só temos que aguardar seu lançamento e os inúmeros testes subsequentes que serão realizados por toda a comunidade científica envolvida com a Medicina do Sono.

Não há dúvidas do quanto a proposta desse dispositivo é atrativa pela sua portabilidade, aparente conforto (pois dispensa máscaras, cabos e mangueiras, além de ser muito leve e pequeno) e promessa de gerar pressões similares aos aparelhos de CPAP tradicionais. Já seu custo mensal previsto para o paciente norte-americano ficará em aproximadamente U$D 90,00.

Por outro lado, diante das já conhecidas taxas, encargos e impostos vigentes em nosso país, podemos antever um custo mensal de não menos que U$D 180,00 (ou R$ 630,00 pela cotação de hoje, em que  1,00 U$D = 3,50 R$) ao paciente brasileiro. E com essa expectativa de altos preços por aqui, o Airing infelizmente não soa como um bom custo-benefício dentro da nossa realidade, pelo menos nesse momento pré-lançamento.

Nos resta torcer para que os resultados no tratamento dos portadores de ronco e apneia do sono seja tão bons quanto seu projeto, e que o Airing chegue ao nosso país com valores justos e acessíveis aos nossos pacientes.

Dr. Murilo Lima

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Acesse para maiores informações:
https://www.indiegogo.com/projects/airing-the-first-hoseless-maskless-micro-cpap#/
http://www.fundairing.com/#first-ever-micro-cpap

14/06/2016 at 13:56

Cirurgia de adenoides e amigdalas (adenoamigdalectomia): 7 Perguntas e Respostas

Esse artigo é especialmente direcionado aos pais de crianças sob suspeita ou já com diagnóstico de hipertrofia de adenóides e/ou amigdalas, abordando os principais aspectos dessa condição tão comum na infância e associada a importantes riscos à saúde. Confira:

1) Onde ficam as adenoides e amigdalas? E para que servem?

As adenoides (ou tonsilas faríngeas) estão situadas na linha média, na região posterior da cavidade nasal; já as amigdalas (ou tonsilas palatinas) localizam-se na parede lateral da orofaringe (ou garganta). O papel completo desses tecidos ainda é desconhecido, porém sabe-se que participam da imunologia e defesa do trato aerodigestivo.

2) Em que idade a hipertrofia de amigdalas e adenóides é mais frequente?

Entre 4 e 10 anos de idade e, embora a involução desses tecidos se inicie na puberdade, a condição pode persistir até a idade adulta.

3) Quais os sintomas que meu filho pode apresentar caso possua hipertrofia de adenoides e/ou amigdalas?

  1. infecções frequentes de garganta (e/ou ouvidos), com uso recorrente de antibióticos e anti-inflamatórios
  2. ronco noturno
  3. pausas frequentes e esforço respiratório durante sono (apneia do sono)
  4. respiração oral diurna
  5. mau hálito crônico
  6. dificuldades respiratórias ao mastigar e engolir
  7. nariz permanentemente entupido, sem melhora a tratamentos clínicos
  8. anormalidades no crescimento dentário e facial

4) Existe idade mínima para a cirurgia de remoção de adenóides e amigdalas (adenoamigdalectomia)?

Não. O que existe é a indicação precisa do procedimento, desde que realizado após minunciosa avaliação pré-operatória das condições gerais de saúde do paciente, especialmente quanto a doenças cardiológicas, respiratórias e hematológicas de base. Por outro lado, alguns estudos demonstram incidência maior de complicações em pacientes abaixo de 3 anos de idade, sendo nesses casos interessante pesar riscos e benefícios do procedimento nessa fase.

5) E qual a complicação mais frequente dessa cirurgia?

Sangramento, até 2 semanas após o procedimento, sendo que todas as orientações fornecidas aos pais após a cirurgia são para minimizar os riscos dessa complicação, a qual estatisticamente ocorre entre 0,1% e 5% dos pacientes. Óbitos felizmente são extremamente raros (incidência de 0,002%).

6) E as adenóides e amigdalas podem voltar a crescer após a cirurgia?

Raro, porém não impossível, pois tecidos residuais mínimos podem voltar a hipertrofiar e vir a causar sintomas obstrutivos.

7) Diante do exposto, suspeito que meu filho tenha amigdalas e adenóides aumentadas. Qual o próximo passo?

O próximo passo é agendar uma consulta com um médico especialista, o qual avaliará o paciente clinicamente e através de exames complementares e dará o diagnóstico e conduta mais adequados – a qual nem sempre é cirúrgica – não se assustem papai e mamãe!

O que não é aceitável é protelar tal diagnóstico e tratamento, visto que essa condição bastante comum traz potenciais riscos à saúde do indivíduo e mesmo sequelas até sua idade adulta, incluindo doenças cardiológicas e pulmonares severas.

Dr. Murilo Lima

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13/01/2015 at 14:10

Cirurgias para ronco e apnéia do sono: dúvidas mais frequentes

1) Estou roncando. Existe alguma cirurgia que possa me ajudar?

Sim e não. Sim, porque existem diversas modalidades cirúrgicas que podem ser direcionadas ao tratamento do ronco e apnéia do sono. E, não, até que você seja avaliado por um médico especialista, o qual identificará se você é um “bom candidato” a algum procedimento cirúrgico com esse objetivo.

2) E o que é ser um “bom candidato” para uma cirurgia de ronco ou apnéia do sono?

O “bom candidato” é aquele paciente que possui alterações estruturais significativas das vias aéreas superiores (em nariz, faringe, base de língua ou na estrutura óssea facial) que, quando corrigidas, possam de fato melhorar ou normalizar o fluxo de ar por esse trajeto, principalmente durante o sono. Traduzindo: se seu nariz, garganta ou ossos da face são “normais”, não há (na grande maioria das vezes) motivos para você ser operado, independente da intensidade de seu ronco ou gravidade de sua apnéia. Nesse caso, deve ser optada por uma opção dentre os diversos tratamentos clínicos disponíveis.

Entretanto, para toda e qualquer cirurgia para ronco e apnéia do sono, melhores resultados geralmente são obtidos em pacientes mais jovens e mais magros, o que por exemplo não exclui definitivamente a possibilidade de bons resultados em um idoso com sobrepeso, desde que bem indicado pelo especialista que o acompanha.

3) E quais as cirurgias mais comuns que geralmente são indicadas com esse propósito?

– cirurgias nasais: para desvios de septo nasal (septoplastia), aumento de volume de conchas nasais (turbinectomia, turbinolpastia ou radiofrequência em conchas nasais), aumento de volume de adenóides (adenoidectomia), presença de pólipos ou lesões nasais (polipectomia ou exérese de lesões nasais ou nasossinusais).

– cirurgias de garganta: para aumento de volume amígdalas (amigdalectomia) ou excesso/flacidez de tecido mucoso ou muscular na região da úvula ou próximo às amígdalas (uvulopalatofaringoplastia, redução volumétrica de palato mole por radiofreqüência, injeção roncoplástica, implantes de pilares palatais, faringoplastia lateral).

– cirurgias de base de língua: para aumento de volume lingual ou para línguas proporcionalmente grandes para o tamanho da cavidade oral (glossectomia, ablação lingual por radiofreqüência, avanço do músculo genioglosso, miotomia e suspensão do hióide).

– cirurgias ósseas faciais: para correção de defeitos de posicionamento ou de dimensões de maxila e/ou mandíbula (avanço maxilo-mandibular, distração osteogênica da mandíbula e/ou maxila e expansão maxilar rápida).

Interessante ressaltar que, em muitos casos, o paciente possui alterações em mais de um ponto das vias aéreas superiores, podendo ser indicados em uma mesma cirurgia dois ou três procedimentos concomitantes, como por exemplo uma septoplastia, associada a uvulopalatofaringoplastia e ablação lingual por radiofreqüência. Nesses casos, os resultados certamente serão otimizados, pois foram corrigidas diversas alterações em um único tempo cirúrgico.

4) Meu vizinho ronca e tem apnéia do sono, assim como eu. Fizemos o exame do sono e, por coincidência, tivemos o mesmo resultado (apnéia do sono grave). Marcamos consulta com o mesmo especialista em sono e, curiosamente, para meu vizinho foi indicada uma cirurgia de garganta e, para mim, um aparelho chamado CPAP. Por que essa diferença de tratamento, se temos a mesma doença?

Esse é, sem dúvida, o ponto mais delicado do tratamento do ronco e da apnéia do sono – a adequação do tratamento a cada perfil de paciente. Essas diferenças de conduta entre pacientes semelhantes, mesmo que possuam quadro clínico e resultados de exames idênticos, existem devido a diferenças interpessoais de idade, peso, sexo, grau e localização de alterações de vias aéreas superiores e presença de outras doenças associadas (diabetes, pressão alta, arritmias cardíacas, doenças pulmonares, neurológicas ou neuromusculares, etc.). A avaliação global desses fatores é determinante para a indicação de qualquer cirurgia.

Ou seja: o tratamento cirúrgico do ronco e apnéia do sono é sempre individualizado, e depende em parte de resultado de exames e, em sua maior parte, das particularidades físicas de cada paciente. Um bom tratamento para seu vizinho pode ser péssimo para você, ou vice-versa, mesmo que possuam quadros clínicos semelhantes.

E esse julgamento deve ser criteriosamente feito por um médico especialista na área, para minimizar erros ou resultados insatisfatórios (infelizmente bastante comuns no cenário atual).

5) E como saber se meu problema será melhor resolvido com, sem ou também com cirurgia?

A avaliação por um especialista é sempre o caminho mais seguro, sem dúvida. Uma cirurgia não é um “corte de cabelo”, sendo que devem ser considerados em conjunto com o paciente os riscos, prós e contras de todo e qualquer procedimento, mas que quando bem indicados podem trazer resultados muito satisfatórios e duradouros. Além disso, a “pílula mágica” para a cura do ronco e apnéia do sono ainda não foi descoberta, sendo que a cirurgia, quando indicada, faz parte de um “processo de tratamento”, e não deve ser encarada como “o” tratamento. Idade, sexo, peso e outras doenças concomitantes influenciam no grau e duração dos resultados cirúrgicos, o que deve sempre ser de conhecimento do paciente.

Dr. Murilo Lima

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12/11/2013 at 13:48

CPAP: dúvidas mais frequentes

Fiz questão de escrever esse artigo exclusivamente sobre CPAP devido à  imensa quantidade de dúvidas que a maioria dos pacientes candidatos ao seu uso e/ou familiares que convivem com usuários (ou futuros usuários) possuem acerca dessa excelente modalidade de tratamento em apnéia do sono.

1) O que é o CPAP?

É a forma mais conservadora, eficiente e melhor aceita de tratamento da apnéia do sono. Consiste no uso de pressão positiva aplicada às vias aéreas superiores durante o sono, através de máscara nasal ou facial.

Atualmente existem diferentes modos de aplicação da pressão positiva nas vias aéreas: a) CPAP (Continuous Positive Airway Pressure); b) Bi-PAP (Bi-level Positive Airway Pressure) e; c) Auto-CPAP, sendo a indicação dependente de criteriosa avaliação do médico especialista que assiste o paciente. Porém, na esmagadora maioria dos casos a indicação é da modalidade CPAP.

2) Como funciona o CPAP?

O CPAP possui um mecanismo intrínseco que lhe permite aspirar ar do meio ambiente, filtrá-lo e enviá-lo ao paciente através de tubo flexível. O ar penetra nas vias aéreas através de uma máscara nasal ou oronasal, sob pressão fixa e pré-estabelecida para cada paciente.

O ar sob pressão impede o colapso das paredes musculares das vias aéreas superiores, evitando a ocorrência das apnéias, hipopnéias e de respiração com esforço aumentado produzindo despertares e fragmentação do sono. O aparelho impede também a vibração de diversas  estruturas moles da faringe, evitando o ronco.

3) Como saber a pressão que deverá ser utilizada no CPAP no meu caso?

O paciente com distúrbio respiratório do sono, candidato ao uso de CPAP, deve ser  submetido a um exame de polissonografia com CPAP, solicitado pelo médico que assiste o paciente. O tempo necessário para o ajuste da pressão é variável sendo que, idealmente, a pressão deverá ser determinada durante um estudo de noite inteira, com o tempo total de sono superior a 180 minutos.

Existe a modalidade de exame chamada “split-night”, em que na primeira metade da noite o paciente dorme somente com os sensores para determinar como é o sono habitual (sem CPAP) e, na segunda metade da noite, com o CPAP para ajuste de pressão. Esse tipo de exame é indicado somente em casos especiais, a depender da suspeita e interpretação do médico especialista diante de cada caso.

4) É possível dormir com um aparelho acoplado ao meu rosto todas as noites?

A adaptação do paciente ao aparelho de CPAP constitui, na maioria das vezes, sua única possibilidade tratamento.

Em média os usuários conseguem utilizar o aparelho por cerca de 5 horas por noite. Em cada lado da faixa de adesão ao tratamento estão os usuários regulares e os irregulares, sendo que os primeiros constituem 60% do total (usam o aparelho quase todas as noites por 6 horas ou mais). Os demais são usuários irregulares com todo tipo de variação no tempo de uso por semana.

Boa adesão ao CPAP significa usá-lo por 6 horas por noite, durante 6 a 7 dias por semana.

Os pacientes com distúrbios graves são os que melhor aderem ao tratamento. Neles, o tratamento com CPAP produz verdadeira e benéfica mudança de vida, graças à considerável melhora dos sintomas relacionados a hipersonolência diurna. Isso favorece uma motivação para o uso regular do aparelho, durante todo o período de sono de todos os dias da semana.

Grande parte dos pacientes com apnéia do sono de grau moderado, e pequena parte daqueles com distúrbio leve, desde que sintomáticos, também apresentam boa adesão. Os sintomas mais capazes de promover disposição para aderir ao tratamento são hipersonolência diurna ou a presença de doença cardiovascular, conscientizando o paciente da necessidade do tratamento.

A disposição do paciente para aceitar o aparelho reduz muito os casos de falha do tratamento. Nesse ponto, a correta orientação ao paciente quanto às dificuldades e benefícios inerentes ao tratamento é fundamental, sendo o Médico do Sono o melhor especialista a acompanhar e orientar o paciente nessa que é a fase mais crítica e decisiva do tratamento da apnéia do sono na maioria dos casos.

5) Já foi indicado que eu utilizasse o CPAP porém não me adaptei ao aparelho. Também já foi definido pelo médico de que não existe outra opção de tratamento de meu ronco/apnéia do sono, a não ser o CPAP. O que fazer?

É possível promover ou melhorar a aceitação do CPAP por meio de algumas providências:

a) identificando e corrigindo (clinica ou cirurgicamente) fatores mecânicos localizados no nariz ou na faringe, como rinites, desvios de septo nasal, hipertrofia de conchas nasais ou adenóides (“carne esponjosa”), amígdalas hipertrofiadas, etc.;

b) evitando o ressecamento das vias aéreas por meio de umidificação do ar inspirado e garantido o fechamento da boca durante o sono;

c) promovendo o tratamento de infecções dos seios da face, como em casos de rinossinusites crônicas;

d) corrigindo falhas de ajuste da máscara ao rosto de modo a evitar vazamentos de ar nos olhos, reação cutânea traumática ou alérgica e deslocamento da máscara com os movimentos corporais durante o sono;

e) reavaliando a pressão nos casos de dificuldade de expiração em uso do aparelho;

f) disponibilizando acesso a consultas especializadas durante as primeiras semanas de tratamento, para identificar e corrigir dificuldades de adesão junto a um Médico do Sono.

6) O que posso esperar de um tratamento com CPAP? O que ele pode mudar na minha saúde e na minha vida?

Levando-se em conta que o papel do CPAP é reverter a oclusão e manter a permeabilidade das vias aéreas durante o sono, fica fácil perceber a extensão do benefício proporcionado à saúde dos usuários dessa forma de tratamento. O benefício mais imediato ocorre sobre o estado de sonolência diurna. Este é um sintoma comum e debilitante que está presente na maioriados casos triados para investigação de distúrbio respiratório do sono.

Mas o benefício decorrente da supressão das apnéias do sono que se obtém com o CPAP vai além da restauração da continuidade, da quantidade e da distribuição dos estágios do sono. Ele controla, retarda ou evita o aparecimento ou progressão de diversas doenças, muitas vezes graves, como hipertensão arterial sistêmica, infartos, derrames, distúrbios de memória, raciocínio e atenção, perda da libido (e até impotência sexual), alguns tipos de cânceres e sonolência excessiva que pode acarretar acidentes de trabalho e/ou  de trânsito.

7) Eu suspeito ser portador de apnéia do sono. Qual o primeiro passo para iniciar o uso de um CPAP?

O primeiro passo é ser avaliado por um médico especialista em distúrbios do sono, o qual é capacitado para a correta indicação e interpretação dos exames necessários ao seu correto diagnóstico e tratamento.

Jamais adquira um CPAP (ou qualquer outro produto com finalidade médica) através da internet ou outros meios que não foram diretamente indicados por especialistas, pois a chance de você adquirir um aparelho e/ou máscara inadequados ao seu caso é muito grande. Mesmo que acerte nesse ponto, o ajuste de pressão e acompanhamento durante o uso do CPAP deve obrigatoriamente ser feito por especialistas na área, para evitar efeitos colaterais ou sub-tratamento.

E fica a dica: JAMAIS tenha preconceito com o CPAP! Não desista de seu uso antes mesmo de conhecê-lo de perto e tê-lo testado. Não se apegue a opiniões de amigos, vizinhos ou parentes mal-sucedidos em seu uso, pois na grande maioria das vezes eles o fizeram de maneira errônea ou sem acompanhamento adequado e especializado.

Um CPAP pode trazer benefícios surpreendentes em sua qualidade de vida!

Dr. Murilo Lima

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29/12/2012 at 19:21

Aparelho intra oral para ronco e apnéia do sono

Apesar de existirem há mais de 20 anos no mercado e representarem uma das opções de tratamento do ronco e da apnéia do sono, os aparelhos intra-orais têm ganho maior popularidade nos últimos anos entre os especialistas em Medicina do Sono devido a sua eficácia, praticidade e baixos riscos, comparados a outras formas de tratamento clínico e cirúrgico.

Atualmente existem mais de 80 tipos de aparelhos intra-orais, que se encaixam principalmente em duas categorias: 1) retentores linguais (que “levam” a língua a uma posição mais anterior durante o sono); e 2) reposicionadores mandibulares (que “levam” a mandíbula e os tecidos musculares a ela fixados a uma posição mais anterior durante o sono).

Apenas alguns foram aprovados pelo FDA (Food and Drugs Administration) e há poucos com estudos controlados disponíveis que justifiquem sua prescrição pelo médico ao portador de ronco / apnéia do sono.

Há diferentes tipos de aparelhos, categorizados de acordo com sua fabricação (pré-fabricado ou confeccionado em laboratório), tipo de retenção, ajustes da posição mandibular, grau de abertura bucal, liberdade de movimento mandibular, material de confecção, etc.

A eficácia desses aparelhos parece estar relacionada a alguns desses aspectos que, quando não observados desde sua indicação pelo médico à sua confecção, há maior probabilidade de efeitos colaterais (sim, mesmo um aparelho bucal aparentemente inócuo pode trazer efeitos colaterais, algumas vezes severos!) e de que o paciente não se adapte ao tratamento, desistindo do mesmo pouco tempo depois de iniciar o uso.

Por esses motivos é que os aparelhos intra-orais pré-fabricados vendidos na Internet e em redes de farmácia possuem eficácia baixa e maior risco de trazerem efeitos indesejados ao paciente, fazendo com que a imensa maioria (senão todos os pacientes) desistam do seu logo após tê-lo iniciado, pois logicamente o mesmo percebe que investiu seu dinheiro em algo incômodo, ineficaz e caro.

Além disso, existem indicações específicas para seu uso, e boa parte dos portadores de ronco e apnéia do sono NÃO se beneficia dessa modalidade de tratamento, sendo assim um risco que o paciente, sem avaliação médica especializada prévia, compre por conta própria esse tipo de aparelho e continue roncando como antes.

Portanto,  é primordial uma avaliação com médico especialista, o qual graduará sua doença e dirá se esse tipo de dispositivo é indicado (ou não) para seu tratamento. Geralmente o próprio médico da área já indica ao paciente profissionais capacitados à correta confecção do aparelho intra-oral e ao seu acompanhamento periódico ao longo do tratamento.

Dr. Murilo Lima

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01/11/2012 at 13:01

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